Acrobata processa Cirque du Soleil em R$ 84 milhões após fraturar 11 ossos

Acidente Chocante no Cirque du Soleil: Acrobata Processa Companhia Após Queda Perigosa

A vida de um artista de circo é repleta de desafios e performances emocionantes que, muitas vezes, desafiam os limites do que parece possível. Contudo, para a acrobata aérea Mariia Konfektova, de 28 anos, essa rotina deslumbrante se transformou em um pesadelo. Recentemente, Mariia decidiu processar o Cirque du Soleil em um caso que está chamando a atenção de muitos, especialmente pelo valor envolvido: US$ 16,75 milhões, o que se traduz em cerca de R$ 84 milhões.

O Que Aconteceu Durante a Performance

O incidente ocorreu durante uma apresentação em Portland, no Oregon, onde Mariia caiu de uma altura de 4,6 metros. Segundo informações do jornal The Oregonian, a acrobata sofreu múltiplas fraturas, incluindo uma concussão, fraturas na parte inferior das costas, no pulso, no crânio e em pelo menos sete ossos do rosto. A gravidade do acidente não pode ser subestimada, dado que a artista não apenas se machucou fisicamente, mas também passou a lidar com problemas de visão, como visão dupla.

Falhas de Segurança Aparentes

Um dos pontos centrais do processo é a alegação de que o Cirque du Soleil não tinha colchões de segurança adequados sob a área de apresentação durante o número de Mariia. Além disso, ela afirma que o equipamento que lhe foi fornecido não estava em conformidade com suas especificações. O aro que ela utilizou pesava menos do que o que ela havia solicitado, e o guincho do sistema de cabos estava deslocado em 60 centímetros do centro, o que poderia ter contribuído para a queda.

Consequências da Queda

Ainda que Mariia tenha se recuperado de forma relativamente rápida e tenha retornado ao palco, sua experiência a deixou preocupada com a segurança, tanto dos artistas quanto dos equipamentos. Essa preocupação, no entanto, não foi bem recebida pelo Cirque du Soleil, que acabou demitindo a acrobata. A justificativa da companhia foi que havia preocupações sobre a condição psicológica de Mariia para se apresentar novamente.

Histórico de Acidentes

Na ação judicial, os advogados de Mariia também mencionaram que pelo menos outros 16 artistas do Cirque du Soleil sofreram ferimentos graves nos últimos 20 anos. Entre esses casos, três acrobatas perderam a vida durante performances, em incidentes ocorridos em Montreal em 2009, Las Vegas em 2013 e Tampa em 2018, com quedas variando entre 3 e 28,7 metros. Tais informações levantam questões sérias sobre as práticas de segurança da companhia e a responsabilidade que ela tem para com seus artistas.

Recomendações Ignoradas

Curiosamente, apenas dois anos antes do acidente de Mariia, a divisão de Segurança e Saúde Ocupacional do Oregon havia recomendado que o Cirque du Soleil implementasse medidas adicionais de proteção contra quedas, incluindo a instalação de colchões ao redor da área de apresentação. Essa recomendação, segundo o processo, foi ignorada, e a investigação subsequente da queda de Mariia revelou que a companhia não conduzia investigações eficazes sobre os acidentes envolvendo seus artistas. Como resultado, a agência multou a empresa em US$ 8 mil.

Expectativas Futuras

O processo de Mariia se desenrola em um momento em que a segurança dos artistas de circo e a responsabilidade das companhias estão em debate. A CNN Brasil entrou em contato com o Cirque du Soleil e está aguardando um retorno oficial sobre o caso. O que fica claro é que a situação levantou muitas questões sobre as práticas de segurança nas artes performáticas.

É fundamental que as companhias de circo tomem medidas para proteger seus artistas, não apenas para evitar acidentes, mas também para garantir a confiança e o bem-estar daqueles que se dedicam a trazer alegria e entretenimento ao público. Esperamos que esse caso sirva como um alerta para que mudanças significativas sejam feitas.



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