Do roubo à revenda: como funcionava “linha de produção” de celulares em SP

A Complexa Rede do Roubo de Celulares em São Paulo

Em São Paulo, o roubo e furto de celulares transformaram-se em uma verdadeira indústria criminosa, onde os aparelhos passam por um elaborado processo antes de serem revendidos. Uma investigação realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) revelou detalhes impressionantes sobre essa cadeia que se divide em quatro núcleos principais: subtração, receptação, desbloqueio e alteração técnica, culminando na comercialização dos dispositivos.

1. O Início do Ciclo: O Roubo ou Furto

O primeiro elo dessa cadeia criminosa é, sem dúvida, o ato de subtrair o celular. Os criminosos atuam de forma organizada, utilizando métodos que variam desde abordagens diretas até táticas mais sutis. Eles são frequentemente apoiados por outros membros da rede, que fornecem bicicletas ou veículos para facilitar a fuga após o crime. O mais impressionante é que, após o roubo, o celular não fica muito tempo nas mãos do ladrão; a movimentação é rápida, muitas vezes em questão de minutos.

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