Após um período de 24 horas, um indivíduo em fuga da polícia foi convencido a deixar o poste em Minas Gerais. Logo após descer, ele se alimentou com arroz doce e tomou refrigerante. Em sequência, foi encaminhado ao hospital e posteriormente à delegacia.
Cerca de 24 horas depois de subir em um poste para escapar da Polícia Militar (PM) em Itabira, Região Central de Minas Gerais, o homem finalmente desceu da estrutura na tarde deste sábado (5). Segundo o advogado Gabriel Fontes, após a descida, ele se alimentou com arroz doce e tomou refrigerante. Em seguida, foi conduzido ao hospital e à delegacia.
Por volta das 16h30 de sexta-feira (4), o homem empunhando um bastão de madeira subiu em um poste numa tentativa de fugir de um mandado de prisão. Ele havia passado oito anos na prisão sob regime semiaberto, entretanto, de acordo com seu advogado, não estava cumprindo as medidas determinadas pela Justiça, o que o levou a ter que retornar ao regime fechado.
Conforme relatado pelo advogado, o indivíduo está profundamente receoso de retornar ao cárcere devido às dificuldades que já enfrentou lá anteriormente. Conforme informações da Polícia Militar (PM), o homem possui antecedentes criminais por roubo, furto e dano.
Por questões de segurança, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) precisou desligar a rede local quando ele escalou o poste, resultando em 380 clientes sem energia. Por volta das 19h, ainda havia 59 consumidores aguardando o restabelecimento do serviço elétrico.
Em uma entrevista, Waldomiro Martins, pai do homem que escalou o poste em Itabira, compartilhou a história de seu filho, revelando-se “sem chão” e envergonhado com a situação.
O homem que ganhou destaque nas notícias ao escalar um poste em Itabira, região Central de Minas, e permanecer a 10 metros de altura por aproximadamente 24 horas na tentativa de evitar sua prisão, teria sido criado sem mãe e enfrentava problemas relacionados ao vício em substâncias químicas. Além disso, ele tinha antecedentes criminais por roubo, furto e dano.
As informações foram relatadas à imprensa local por Waldomiro Martins, pai de Fábio Ferreira Martins, de 38 anos, que foi transferido para o Presídio de João Monlevade neste domingo (6).
Enquanto aguardava seu filho se entregar no sábado (5), o aposentado conversou com o site DeFato Online, de Itabira. Aproximadamente quatro horas antes do desfecho da situação, o pai revelou que Martins é um “usuário de substâncias” que chegou ao ponto de vender todos os pertences da casa, incluindo móveis, geladeira e televisão, para sustentar o vício, deixando-o com um sentimento de tristeza e lamentação pela situação.
Waldomiro esclareceu que seu filho estava cumprindo o regime semiaberto por cerca de 1 ano e 6 meses. Essa progressão ocorreu após o cumprimento de uma pena de aproximadamente 8 anos, mas infelizmente, de acordo com declarações do advogado Gabriel Pereira Fontes à imprensa, as medidas impostas pela Justiça não foram seguidas, resultando na reversão da progressão. A Polícia Militar do Estado de Minas Gerais informou que o suspeito possui antecedentes por roubo, furto e dano.
“Ele chegou aqui tranquilamente e começou a trabalhar com o irmão, que lhe proporcionou um bom emprego. Eu fiz o possível para ajudar, fornecendo comida, roupas, calçados e apoiando-o em todos os sentidos”, afirmou o pai, lamentando que Martins tenha se envolvido com substâncias e começado a vender suas coisas.
Após a recaída, uma série de adversidades se desenrolaram, culminando no episódio que envolveu policiais, bombeiros, advogados e familiares em negociações que se estenderam por cerca de 24 horas. Durante esse período, a Cemig teve que desligar a rede local para evitar acidentes, resultando em 380 clientes sem energia elétrica.
“(Ele) acabou perdendo o emprego porque seu irmão não conseguiu mais lidar com a situação”, relatou Waldomiro. “Em vez de receber ajuda, ele está me deixando exausto”, lamentou o pai, sentindo-se desamparado. Ele explicou que Martins passou a depender tanto dele quanto do irmão após a morte da mãe.